Fraternidade no Brasil com um Agradecimento Consciente*

Recentemente, tive a oportunidade de ser convidado por Leonardo Peçanha, o fundador de Negros Blogueiros, para escrever alguns dos meus pensamentos sobre a minha experiência como um homem trans Afro-Americano. Como um mano mais velho, um das minhas vantagens é a capacidade de sentar e tentar observar as coisas com uma jornada mais longa de humildade e paciência.

Assim como as estações; palavras, preocupações, economia e plataformas políticas também mudam com as gerações dependendo de suas experiências de necessidade e como isso nos afeta diretamente. Na minha visita ao Rio de Janario o que eu confirmei foi quanto trabalho precisa ser feito em um nível geográfico de conversa, e de compartilhamento de recursos para os homens trans. Enquanto um americano com plano de saúde, acesso a emprego, e a certas leis escritas (não é necessariamente aplicadas), eu sei que este é um privilégio em si mesmo.

Ao falar com os manos do Brasil e ter compartilhado histórias sobre o apoio familiar versus nenhum apoio familiar, saúde e acesso a T e procedimentos cirúrgicos versus nenhum; eu não tenho palavras para expressar o quanto você se torna humilde em sua própria experiência de conforto. Em meus 15 anos de transição que tenho visto o tempo passar, e expressão de identidade masculina muda ao longo dos anos, e uma das coisas mais importantes que gostaria de dizer que todos nós precisamos é de apoio e um senso de comunidade. Estes manos aqui realmente se preocupam um com o outro, e uma união de fraternidade toma uma presença muito forte no espaço.

Como um mano mais velho dos Estados Unidos, eu tenho pensado com foco na minha diferença na comunidade trans. Como muitos americanos, à medida que envelhecemos nossas vozes tornam-se menos dignas de experiência ou conhecimento, mas o que foi interessante aqui é que qualquer conhecimento foi muito valoroso. Se nós, como americanos que temos acesso a procedimentos médicos e hormônios, estamos em um ritmo acelerado nos movendo em direção aos nosso novos futuros em nosso corpos adequados, prestamos pouca atenção para aqueles deixados pra trás com poucos recursos dentro de nossas próprias comunidades, imagine fora do nosso local geográfico imediato.

Enquanto homens trans no Brasil podem não ter os mesmos problemas de violência na mesma medida que as mulheres trans, há algo a ser dito sobre nenhum reconhecimento, levando a uma posição com nenhum recurso. Assim como muitos nos Estados Unidos, desemprego para os homens trans no Brasil é alto; levando a uma dependência muito maior sobre a família, que nem sempre reconhece e oferece pouco apoio para o seu gênero apropriado. Irmandade, sem concorrência, mas com mais foco na luta é uma grande necessidade para percebermos que o conhecimento de gênero versus acessibilidade ainda é algo que é mais importante que a transição física em si. Transição física nem sempre é algo facilmente disponível, seja nos EUA ou no Brasil, mas entre os manos daqui o que eu testemunhei é a importância ter reconhecimento da sua verdade, e a força que eles tinham dentro de si pela sobrevivência um do outro.

Fiquei muito orgulhoso de ter conhecido estes manos, e sou grato por ter testemunhado sua fraternidade. Tenho idade suficiente para lembrar quando recursos como T, procedimentos cirúrgicos e terapia não estavam disponíveis, e homens trans encontravam maneiras de cuidar de si mesmos como nos tempos de clínicas de aborto de fundo de quintal, enquanto muitos de nós vivemos com o coração partido e a dor diária de estar preso em um corpo que não representa a nossa alma. Nossas comunidades estão se expandindo em uma base diária em todo o mundo dando menos atenção a histórias de sobrevivência de nossas vidas antes, e em constraste focando muito na nossa pós transição. Esse encontro para mim representou e me lembrou de quão longe eu vim, de como eu tive lutas grandes na minha própria jornada; (Como ter de processar o meu empregador por discriminação) eu nunca posso esquecer o que me fez fazer as escolhas que fiz para a transição. Agradeço a estes irmãos pela sua apreciação de mim, e me dar mais apreço do contexto maior da nossa luta para garantir que todos os manos trans possam avançar como os homens que eles são.

Para Samuel, Patrick e Leonardo, obrigado por serem pioneiros em liderança, espírito e apoio em uma fraternidade trans.

* Tradução: Dora Santana.

Brotherhood in Brazil with Conscious Appreciation

I recently had the opportunity to be asked by Leonardo Pecanha, the founder of Negros Blogueiros to write some of my thoughts about my experience as an African American transgender male. As an older brother, one of my greatest new assets is to sit back and try to observe things with a longer scope of humbleness, humility, and patience.

Like seasons; words, concerns, economics, and political platforms change with generations depending on your experiences of need and how that directly affect us. In my visit to Rio de Janeiro what I have confirmed is how much work needs to be done on a geographical level of conversation, and shared resources for transgender males. As an American with health care, access to employment, and certain laws written ( not necessarily enforced) I know that this is a privilege within itself.

In talking to brothers from Brazil and shared stories about family support vs. non family support, health and access to t and surgical procedures, vs none; I cannot begin to express how much you become humbled in your own experience of comfort. In my 15 years in transition I have seen times pass, and expression of male identity change throughout the years, and one of the most important resources that I would say we all need is support and a sense of community. These brothers really cared about each other, and a unity of brotherhood had a very strong presence in the room.

As an older brother from America I thought about my difference in community in focus. Like many Americans as we get older our voices become less worthy of experience or knowledge, but what was interesting here is that any knowledge was of substance. While we as Americans have access to medical procedures and hormones we are In a fast pace race to move on to our new futures in our correct bodies, giving few look back to those behind in resources in our own communities let alone outside of our immediate geographical location.

While transgender males in Brazil may not have the same issues of violence as transgender women there is something to be said about no acknowledgement at all, giving a place of no resources. Like many in the US unemployment for trans males in Brazil is high; giving a much more higher reliance of family that does not always acknowledge and little support in your proper gender. Brotherhood without competition but more focused on the struggle is a very strong level of need to realize that knowledge of gender vs. accessibility is still something that is more important than the actual physical transition. Physical transition is not always something easily available, be it in the US or Brazil, but among these brothers what I witnessed is an importance to have acknowledgement of their truth, and the strength that they had within themselves for each other’s survival.

I was very proud to have met these brothers, and felt the appreciation of having something to witness in their brotherhood. I am old enough to remember when resources like t, surgical procedures, and therapy was to no available, and transgender males found ways to take care of themselves much like the days of back room abortion clinics, while many of us lived in the hard ache and daily pain of being stuck in a body that did not represent our soul. Our communities are expanding on a daily basis across the globe giving less stories of survival of our lives before, as opposed to being so focused so much on the after transition. This meeting for me represented and reminded me of how far I have come, while I have had major struggles in my own journey; ( such as having to sue my employer for discrimination) I can never forget what made me make the choices that I made to transition. I thank these brothers for their appreciation of me, and giving me more appreciation of the bigger picture of our struggle to make sure all trans brothers can move forward as the men that they are.

To Samuel, Patrick and Leonardo, thanks for being pioneers in leadership, spirit and support in trans brotherhood.

Convidado Remeke James
Remeke James, Afro Americano da classe trabalhadora que perdeu seu emprego em 2016 por ser trans, depois de trabalhar para a cidade e o condado de San Francisco por 21 anos. "Teria sido mais fácil para mim ter perdido o meu emprego por estar atrasado, ou por não trabalhar direito, mas ver o seu empregador apoiar abertamente sua demissão por ser trans, após 20 anos de serviço, é difícil de suportar." Transfobia e o desejo de segregar pessoas trans da opinião pública por falta de recursos marteriais é algo que é universal em todo o mundo. O que eu sei é que nossa identidade enquanto pessoas precisa ser olhada através de fronteiras universais e territórios geográficos. Nós, como pessoas trans, não podemos nem devemos nos contentar com uma existência de invisibilidade para fazer os outros se sentirem confortáveis. Nos últimos acontecimentos com a perda de ganhos futuros para pessoas trans nos Estados Unidos, meu desejo é tornar ainda mais claro que precisamos uns dos outros e, portanto, temos muito trabalho à nossa frente.



Remeke James, Blue collar working class African American man that lost his job for being transgender in 2016, after working for the City and County of San Francisco for 21 years. " It would have been easier for me to except that I lost my job for being late, or for doing a bad job, but to have your employer openly support firing you for being transgender after 20 years is overwhelming. "  Trans phobia and the desire to separate transgender people from public view through lack of economics is something that is universal across the world. What I know is that identity of us as people needs to be looked at across universal boundaries, and geographical territories. We as transgender people cannot  and should not be content with an existence of invisibility in order to make others comfortable. In the recent developments of the loss of future possible gains for transgender people within the US, my desire is to make it even more clear that we need each other, and therefore we have a great deal of work in front of us.
Convidado Remeke James

Sobre Convidado Remeke James

Remeke James, Afro Americano da classe trabalhadora que perdeu seu emprego em 2016 por ser trans, depois de trabalhar para a cidade e o condado de San Francisco por 21 anos. "Teria sido mais fácil para mim ter perdido o meu emprego por estar atrasado, ou por não trabalhar direito, mas ver o seu empregador apoiar abertamente sua demissão por ser trans, após 20 anos de serviço, é difícil de suportar." Transfobia e o desejo de segregar pessoas trans da opinião pública por falta de recursos marteriais é algo que é universal em todo o mundo. O que eu sei é que nossa identidade enquanto pessoas precisa ser olhada através de fronteiras universais e territórios geográficos. Nós, como pessoas trans, não podemos nem devemos nos contentar com uma existência de invisibilidade para fazer os outros se sentirem confortáveis. Nos últimos acontecimentos com a perda de ganhos futuros para pessoas trans nos Estados Unidos, meu desejo é tornar ainda mais claro que precisamos uns dos outros e, portanto, temos muito trabalho à nossa frente. Remeke James, Blue collar working class African American man that lost his job for being transgender in 2016, after working for the City and County of San Francisco for 21 years. " It would have been easier for me to except that I lost my job for being late, or for doing a bad job, but to have your employer openly support firing you for being transgender after 20 years is overwhelming. "  Trans phobia and the desire to separate transgender people from public view through lack of economics is something that is universal across the world. What I know is that identity of us as people needs to be looked at across universal boundaries, and geographical territories. We as transgender people cannot  and should not be content with an existence of invisibility in order to make others comfortable. In the recent developments of the loss of future possible gains for transgender people within the US, my desire is to make it even more clear that we need each other, and therefore we have a great deal of work in front of us.

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